meandros

terça-feira, fevereiro 28, 2006

samba do crioulo doido

Todos citam. Poucos conhecem.

O "Samba Do Crioulo Doido" foi uma criação do Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta, para ironizar os sambas-enredo de sua época, com letras cada vez mais complexas, querendo artificalmente parecer mais importantes do que eram.

A impressão que tenho hoje é que boa parte dos sambas-enrendo sempre busca um resgate histórico do tema nas origens com uma frase como "Desde os primórdios / das civilizações..." Fica parecendo até o subcapítulo 2.1 Histórico da 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA das monografias que encontramos por aí.


Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar

Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta

Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou

o gralha

Já conhece esta genial HQ do José Aguiar, O Início e o Fim?




segunda-feira, fevereiro 27, 2006

o espírito do blog

será esse meu carnaval

No CD Ana & Jorge - excelente, diga-se de passagem - Ana Carolina declama um texto de Elisa Lucinda bastante apropriado para a atual conjuntura política-econômica-social brasileira. Tomei a liberdade de reproduzí-lo abaixo.

SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.

Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


A interpretação da cantora pode ser conferida neste vídeo extraído do DVD homônimo.

a inteligência dos burros 2

A releitura do Santiago.


Mais vida.
Menos televisão.

a inteligência dos burros 1


O cartum clássico.

domingo, fevereiro 26, 2006

carnaval em curitiba


Apesar de parecer um paradoxo, existe carnaval de rua em Curitiba. Eu vi! Cheguei ontem na av. Cândido de Abreu a tempo de assistir o desfile da última escola de samba na avenida, a "Embaixadores da Alegria".

Muito gente normal desfilando, pelancas, fantasias caprichadas (levando em conta o baixo orçamento). E alegria. Quem estava lá parecia se divertir de verdade. Acompanhar este desfile ao vivo supera qualquer Sapucaí pela Globo.

Well, alegre mesmo fico eu ao ver a cidade tão tranqüila. Centro parecendo bairro retirado. Ah... Como diria o Tim Maia, que beleza!

sábado, fevereiro 25, 2006

é carnaval

"...a doce ilusão. É promessa de vida no meu coração..."

Que tipo de promessa pode ser feita no carnaval?!
Promessa é dívida.

haicais do Pitu

Estes são os premiados haicais do meu amigo Pitu. Coincidentemente todos são sobre quedas.

uma folha cai
o chão cheio de folhas
o vento distrai

ø

he rain outside
with the keybord noise
the rain of fingers

ø

uma folha cai
amarela, pára no chão
e logo se vai

o espírito do blog


novos horizontes


É o que me circunda hoje.

Do alto de tantas glórias a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o CIEE, o Couto Pereira e outras edificiações locais.

velhos horizontes


Era o que me circundava há algum tempo.

Observa-se a silhueta dos bairros das Mercês e do Bigorrilho.

oleandros



Explicando o endereço do blog:

Oleandros nada mais é do que o plural de oleandro, também conhecido como loendro

do latim Lorandu
s. m., Bot., arbusta da família das apocináceas.

Tida como a flor da sinceridade.

É isto.

meandros

Explicando o título do blog:

Meandros nada mais é do que o plural de meandro

s. m., sinuosidade de um curso de água;
por ext. rodeio, sinosidade de um caminho;
desvio;
volta;
fig., enredo;
intriga.

É isto.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006