meandros

quarta-feira, maio 31, 2006

ó, leo!



É tamanho o sucesso do blog que que a marca já está ganhando notória credibilidade e gerando muitos subprodutos tipo exportação.

Em terra de cego, quem tem um óleo é rei.

terça-feira, maio 30, 2006

gypsy dream



"Sonhar é acordar-se para dentro."


O quadro é de Henri Rousseau, "A cigana adormecida", de 1897.

A frase é do Mário Quintana.
O sonho é de quem assim desejar.


se


se
nem
for
terra

se
trans
for
mar

Paulo Leminski

segunda-feira, maio 29, 2006

oleandros


domingo, maio 28, 2006

livres livros



Quem mora em Curitiba e costuma freqüentar sebos em busca de livros baratos, de livros raros e, bem procuradinho, livros raros e baratos conhece a Livraria Osorio, no centro da cidade.

Poizé, este sebo possui um blog muito interessante sobre o... livro! Assuntos como a origem do ISBN e do ISSN e do livro sobre Pelé que custa mais de R$ 16.000,00 estão lá.


Agradeço ao Thiago a indicação.

você tem certeza?



Ilustração do Solda.

sexta-feira, maio 26, 2006

a triste situação do pequeno produtor


terça-feira, maio 23, 2006

nos meandros do rio Barigüi



Copa de Balonismo 113 Anos de Curitiba

segunda-feira, maio 22, 2006

Terra Média

Ilustração de Gabriel Bá para a Folha de S.Paulo.

solucionática



Em uma experiência inédita, até onde eu sei, está nascendo um blog coletivo com fins educacionais e avaliativos no ensino superior. (Ooh...) Em uma das turmas em que sou professor de Psicologia Cognitiva, os alunos dividiram-se em trios e deverão postar atividades/exercícios/jogos/etc. que mantenham alguma relação com a teoria estudada, além de realizar alguma elucubração teórica.

Tenho a impressão que vai dar muito certo.

Acompanhe pelo link que ficará no lado direito deste blog ou por este aqui embaixo:

domingo, maio 21, 2006

meandros


sábado, maio 20, 2006

essa poesia é do baralho!

Já li e ouvi muitas versões diferentes deste texto. Parece-me que o original é francês e remonta a algumas centenas de anos atrás. Uma versão diferente em inglês apareceu na região de Nova Orleans, acompanhada de um solo de blues. Aqui no Brasil, a versão mais famosa é do Leandro Gomes de Barros, na forma de literatura de cordel. No entanto picocam várias versões por aí, cada qual com alguma coisa diferente.

Compilando o que achei melhor de cada versão (ou retirando o que não gostei), fiz uma versão própria, com alguns adendos para criar ritmo, humor e visão teológica coerente comigo mesmo... Tá bom, vamos lá.



O JOGADOR

um domingo eu fui à missa
cumprir minha obrigação
mas por eu não ter um livro de reza
levei um baralho na mão

Eu tava dentro da igreja com meu baralho elevado
e não vi perto de mim um sargento ajoelhado
com pouca demora na igreja foram entrando 2 soldados
chegou pra mim e disse: moço, o senhor está intimado,
o doutor mandou chamar para ser interrogado

E logo que eu cheguei na presença do doutor
ele foi me xingando, chamando de pecador
perguntou se na igreja é lugar de jogador

Eu fui respondi pra ele: vou fazer a explicação
depois de bem explicado o senhor vai me dar razão
pois verá que em todo baralho tem a sincera devoção

É que quando eu pego no Ás, que tem uma pinta somente
eu me lembro que existe só um Deus aqui com a gente
E quando chamamos por Ele, Ele esta sempre presente

quando eu pego no 2, com gosto me lembro eu
que em 2 tábuas de pedras o Criador escreveu
os 10 mandamentos sagrados pra salvar os filhos seus

E quando eu pego no 3, eu pego com sinceridade
me lembro das 3 pessoas da Santíssima Trindade
Pai, Filho, Espírito Santo num só Deus de Verdade

E quando eu pego no 4, em 4 paus encruzados
eu me lembro que com 4 cravos Jesus foi cravejado
foi preso sem cometer crime, morreu sem dever pecado

E quando eu pego no 5, me lembro daquele dia de dor
das 5 chagas doídas que sofreu o nosso Senhor
derramou todo o seu sangue pra salvar o pecador

E quando eu pego no 6, me vem na imaginação
dos 6 dias da semana na obra da criação
em 6 dias Deus fez tudo sem em nada por a mão

E quando eu pego no 7, me lembro da hora, hora triste magoada
Dos 7 passos de Cristo na sua paixão sagrada
com 7 espadas de dor a mãe de Deus foi cravada

E quando eu pego no 8, que 8 pintas contém
eu me lembro que não se deve armar falsos de ninguém
quem arma falso dos outros, perdão no céu não tem

E quando eu pego no 9, me vem na imaginação
dos nove meses de gestante da divina encarnação
que Jesus passou no ventre da Virgem de Conceição

Quando eu pego no 10, não posso mais me esquecer
que os 10 mandamentos ficaram para o homem se reger
quem cumpre os 10 mandamentos não quer sua alma perder

E quando eu pego na dama, me lembro da Virgem Maria
De certo não fosse ela e de nós o que seria?
Se ela é a mãe de Deus e do pecador na agonia

Quando eu pego no rei, vem logo na minha memória
que Jesus Cristo poderoso é o divino rei da glória
que não precisa de força pra alcançar a vitória

E foi assim doutor, que na igreja eu fui rezar
agora estou às suas ordem para o que o senhor desejar
ou me põe na cadeia ou me deixe retirar

O delegado pensou, pensou, não achou o que falar
viu que eu estava certo, começou a perguntar
qual a razão que eu deixei o valete sem contar

Ora, seu doutor, o valete é uma carta ruim
por isso quando eu compro um baralho, no valete eu dou um fim
Pois parece com esse sargento que veio dar parte de mim



sexta-feira, maio 19, 2006

curiosidade mórbida



hoje eu pensei em morrer
mas morrer só de mansinho
e ouvir os seis do meu lado
falando de mim no caminho

Leandro Kruszielski

teofania



Se eu fosse um padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
- muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
... a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

Mário Quintana

quinta-feira, maio 18, 2006

solução de problemas



Esta tira de humor negro é minha e foi "publicada" em 1998! O espaço de publicação era uma espécie de fanzine em que alguns amigos e eu mantínhamo-nos no anonimato e colocávamos textos em prosa, em verso, desenhos e idéias soltas. Foi chamado de "Cavaleiros do Apocalipse". Eu era a Guerra, hehehe.

Não passou do primeiro número. Mas foi divertido enquanto durou.

Crianças, não tentem fazer isto em casa.

quarta-feira, maio 17, 2006

meandros


o psicanalista, o terrorista e o rabino

Lá vai um fragmento de uma fala de Moacyr Scilar em uma discussão (com Cristovão Tezza e José Castello) promovida pelo jornal literário Rascunho em sua edição 73:

Posso contar uma historinha? Havia um homem, muito angustiado, perseguido pela idéia paranóica de que tinha um terrorista embaixo da cama delo. Então encaminharam-no a um psicanalista. E ele ficou anos no psicanalista tentando descobir qual era a motivação remota daquela fantasia do terrorista escondido embaixo da cama. E um dia ele simplesmente deixou o tratamento. E aí o psicanalista, tempos depois, encontrou-o. O homem disse que estava bem e não mais precisava de tratamento. Mas ficou bom sozinho? Ele disse não, ficou bom porque consultou um rabino. E aí o psicanalista: "O que é que o rabino disse?". "Ele mandou serrar os pés da cama".

Não deixe prestigiar este importe jornal curitibano em sua versão impresa (distribuída gratuitamente por aí ou por assinatura) ou no site.

terça-feira, maio 16, 2006

me queimou, zé



O último cartum traduzido da série de cartuns psi com origem desconhecida. Confira todos aqueles que eu não traduzi neste site de humor médico.

segunda-feira, maio 15, 2006

perverso polimorfo



A sugestão do nome do profssional em questão foi do Plínio que colaborou, portanto, com 50% da tradução do cartum.

oleandros


Nerium Oleander

domingo, maio 14, 2006

a vida, o Universo e tudo mais




Assim afirmou Douglas Adams, o criador da trilogia de cinco livros "O Guia do Mochileiro das Galáxias" (esqueça o filme, os livros possuem um gerador de improbabilidade muito melhor), na introdução de "O Restaurante no fim do Universo" :


Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável.

▲▼

Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.


sábado, maio 13, 2006

amnésia

Após o cartum postado no blog Catatau, resolvi traduzir alguns outros cartuns psi da mesma procedência. Lá vai o primeiro.


sexta-feira, maio 12, 2006

O meu lular? Não, o celular.


(Esta tira é dos irmãos Bá)


Até agora eu consegui! Não ter um celular e, principalmente, não usar um celular é um motivo de orgulho. Sinto que até invejam esta minha conquista. Ouvi outro dia:

- Ah, não ter um celular é o meu maior sonho de consumo!

Penso que seria um sonho de desconsumo, neste caso. Vamos ver até onde eu consigo levar meu desconsumo. Confesso que chegará uma hora que precisarei ceder, mas enquanto posso reafirmo minha postura. Não uso celular porque:

1. O celular é um chato a tiracolo.

Interrompe toda e qualquer conversa, aula, filme, namoro, reunião, missa e afins julgando-se mais importante e exigindo atendimento imediato com seu ringtone, via de regra, irritante. E não há saída: caso ele fique desligado, a ira é de quem tenta ligar e não é atendido. Já ouvi muito o comentário:

- Se tem celular, porque deixa desligado?

Pois é, é por isso que eu não tenho.

(A definição de que o celular é um chato a tiracolo vem de um texto antigo do Rubem Alves que não consegui localizar. Parece que hoje ele anda mais brando em relação a este tema, leia.)


2. O celular é uma coleira eletrônica.

Para mães aflitas e namoradas/esposas paranóicas não há bem maior para o filho ou para o namorado/cônjuge que um celular. Nestes casos, a frase mais ouvida no aparelho móvel é:

- Alô? Onde você tá?

Acabou-se a privacidade. A qualquer momento, a qualquer hora, o celular pode tocar e o descobrir, modificar sua rotina e acrescentar variáveis incontroláveis impedindo qualquer administração de tempo.

Um Grande Irmão que o vigia. Um Big Brother em que você gasta e não tem como ganhar um milhão de reais (é este o prêmio?)!


3. Os telefones fixos continuam funcionando bem.

E são muito mais baratos. Nisto eu incluo os simpáticos orelhões, telefones públicos que existem nas capitas com grande disponibilidade. Curioso como muita gente liga de celular ao lado de um orelhão. E ouve-se a conversa, mais ou menos assim:

- Deixa eu falar rápido que estou no celular. Minha conta veio muito alta no mês passado.

Posso me comunicar com telefones fixos na grande parte das vezes em que preciso. O contrário também é válido, quem precisa comunicar-se comigo também pode ligar para telefones fixos. Sem o desespero de uma ligação pedindo par ser breve.


4. Não quero ser alvo da guerra das operadoras.

Qualquer evento, qualquer mídia, qualquer espaço público ou privado é da Tim ou da Vivo ou da Oi ou da Brasil Telecom. Ou de várias operadoras. Imagine o lobby que estas empresas possuem para realizar qualquer ação com interesse próprio. E nem vou comentar quem lidera o ranking de maior número de reclamações no Procom.

Como diz o outro:

- Me inclua fora dessa!


quinta-feira, maio 11, 2006

eta coração de pedra!



Inaugurando a série
"As estátuas dinâmicas de Curitiba"

terça-feira, maio 09, 2006

meandros


segunda-feira, maio 08, 2006

pérola



TESOURO

Se a ambição da riqueza te extenua
Olha o jogo das crianças na calçada.
Somente o jogo é seu, nem têm mais nada...
De riqueza não sei maior que a sua.

Helena Kolody

domingo, maio 07, 2006

religare

O artigo abaixo, de autoria do teólogo Otto Leopoldo Winck, foi extraído do site do Instituto Ciência e Fé. O tema já é meio batido, mas o artigo é bem escrito, vale a leitura.

A religião na galáxia pós-moderna

Apesar de todos os prognósticos em contrário, a religião sobreviveu à modernidade - é verdade que não sem baixas.

Desde a Revolução Francesa, passando pelas revoluções liberais do século XIX e socialistas do século XX, a religião chegou relativamente bem ao terceiro milênio e a esta época que se tem chamado, não sem polêmicas, de pós-moderna. No limiar desta nova fase, também não faltaram vaticínios decretando a sua morte e intelectuais dispostos a redigir o seu obituário. Portanto, não deixa de ser sintomático que duas das maiores figuras da atualidade sejam, ou se declarem, religiosas: o ex-alcoólatra George Bush e o ex-playboy Osama Bin Laden. Ambos provenientes de abastadas e tradicionais famílias em seus respectivos países, ambos convertidos após uma crise existencial, ambos associados a grupos fundamentalistas dentro de suas tradições religiosas. Hoje, um deles é o presidente da maior potência do planeta e o outro o líder da maior organização terrorista da história. Um quer a morte do outro, mas todos os dias os dois não deixam de cumprir suas devoções diárias, seja nos salões da Casa Branca, seja em alguma obscura caverna entre o Afeganistão e o Paquistão.

Só isso já nos alertaria sobre as análises simplistas do desaparecimento da religião em tempos pós-modernos. Para não falar que o segundo escritor mais vendido no mundo no ano passado se diz mago: Paulo Coelho, que só perdeu para J. K. Rolling, a autora das histórias sobre o bruxinho - olha aí outra vez - Hary Potter. No entanto, a religião - se não escapou incólume ao período anterior - também não se furtará a mutações e deslocamentos significativos em nossa época. Mas aí é bom também se precaver contra análises reducionistas. Não são poucos os estudiosos do fenômeno religioso que afirmam que, enquanto a religião diminui, ou se rarefaz, a religiosidade infla.

Em outras palavras, a pós-modernidade é testemunha do esfacelamento das instituições - entre as quais as grandes religiões -, ao passo que uma religiosidade híbrida, mutante e provisória vem se instalar em seu lugar. Este dado é inegável - e as estatísticas estão aí para comprová-lo - mas não explica tudo, como os exemplos aventados acima atestam. Não explica o surpreendente crescimento do fundamentalismo - ou do integrismo, conforme a nomenclatura - em todas as religiões, e não só nas monoteístas, as quais, segundo alguns, por suas tendências monológicas, conseqüência da crença de serem as portadoras exclusivas da revelação, estariam mais propensas a esta patologia.

Uma hipótese de explicação para este fenômeno - o ascenso do fundamentalismo - seria a seguinte: a pós-modernidade é a época da liquidação de todos os valores e crenças. Se a modernidade - Marx, Nietszche, Freud - já havia anunciado a morte de Deus, a pós-modernidade apregoa a morte do homem - Foucault - e de tudo aquilo lhe dava apoio após o fim da transcendência: a crença na história, no progresso, nas ideologias, etc. Com a perda de todas as referências, as celestes e as terrestres, o homem e a mulher contemporâneos se viram de repente sem eixo, sem solo, perplexos, prontos para aderir ao primeiro pregador de certezas que lhes restituísse ao menos um sucedâneo de chão. E aí que aparecem tanto as versões fundamentalistas das religiões milenares quanto a miscelânea dos novos movimentos religiosos, com verdades e explicações para todos os gostos. É verdade que estas correntes, em nosso mundo, nunca serão majoritárias, dado o alto grau de adesão - e o sacrificium intellectus - que exigem em troca da segurança metafísica e identitária.

Portanto, na pós-modernidade, assistimos, por um lado, à erosão das grandes instituições religiosas - pelo menos no Ocidente e nos países atingidos pela globalização ocidental (o Islã é uma incógnita) -, e por outro, ao surgimento, à margem destas mesmas religiões, e em disputa com a religiosidade diluída e fragmentária que lhes sucede, de pequenos grupos coesos, organizados, messiânicos, que não negociam - embora possam se servir de seus instrumentos, como a internet - com a (pós)modernidade, mas, ao contrário, querem convertê-la a qualquer custo. Um mundo de muitos relativistas desanimados, pois o relativismo não empolga ninguém, e minorias consideráveis de empedernidos fundamentalistas. De um lado, os sem certeza alguma, do outro os que têm certezas demais - este parece ser o cenário religioso do século que se abre. Entre um e outro, no entanto, sempre haverá espaço para aqueles que se equilibrarão entre a luminosidade da razão e o fulgor da fé, dosando dialeticamente a dúvida metódica do Iluminismo com o salto confiante da mística. Mas estes serão poucos.

sábado, maio 06, 2006

oleandros


freud explica?

Quarta-feira deixei de postar sobre uma data que nunca mais irá se repetir (alguma outra data irá se repetir?). Mas de qualquer forma foi uma curiosa data. No dia 4 de maio de 2006, à 1 hora, 2 minutos e 3 segundos, as horas e os dias ficaram assim:

01:02:03 04/05/06

E daí? E daí nada.





Mas hoje não posso deixar de postar sobre outra data importante. Comemoramos 150 anos de nascimento de Sigmund Freud.

Embora esteja longe de morrer de amores pelo Freud, é inegável que ele foi a mais importante influência da Psicologia até hoje. Mesmo que tenha feito outra coisa, chamada Psicanálise.

Assim era sua auto-definição na carta enviada a Wilhelm Fliess em 1º de fevereiro de 1900:

"Na verdade não sou de forma alguma um homem de ciência, nem um observador, nem um experimentador, nem um pensador. Sou, por temperamento, nada mais que um conquistador - um aventureiro, em outras palavras - com toda a curiosidade, ousadia e tenacidade características desse tipo de homem."


Se ele diz que não era um cientista, quem sou eu para discordar?

Bom, mas para quem gosta do bom velhinho, Curitiba estará realizando de maio a outubro uma série de eventos bem interessantes intitulada "Constribuições do Pensamento de Freud à Arte e à Cultura".

Só não me venham com lacanagens.


sexta-feira, maio 05, 2006

"...nada se cria, tudo se copia"





A analogia está até meio desgastada, mas é perfeita! O Google é o Oráculo contemporâneo. Ele responde qualquer coisa, qualquer coisa! Duvido que o Oráculo de Delfos (se não levarmos em conta as festas com as sacerdotisas embriagadas) era tão bom quanto este. Sabendo perguntar e sabendo um mínimo de inglês instrumental, o mecanismo de busca encontra resposta até para a questão da vida, do universo e tudo mais.

Que dirá o auxílio que ele presta para um trabalho escolar, trabalho acadêmico, uma monografia, uma dissertação e uma tese. Auxílio aqui é eufemismo pois um copiar + colar resolve o trabalho inteiro. Quem precisa escrever alguma coisa? Já está tudo lá.

Tenho sofrido e me decepcionado, como muitos colegas professores, na correção de monografias e trabalhos. É uma epidemia de plágios! Na devolução dos trabalhos e orientações de monografias, após afirmar com veemência que plágio dá cadeia, pacientemente explico aos criminosos: "A cópia de qualquer trecho é plágio. A cópia de qualquer trecho com aspas e menção da fonte é citação. Chamamos um bom número de plágios de lixo. Chamamos um bom número de citações de pesquisa. O que custa citar e comentar o trabalho alheio?".

Mas é claro que a raízes do problema são mais profundas que a simples "preguiça mental" do aluno. Esta epidemia é herança da velha concepção conteudista de Educação que ainda afirma: "fechem os livros que vamos começar a prova". Ou seja, decorem e depois podem esquecer.

Não há qualquer diferença entre copiar um verbete dos tomos vermelhos desbotados da Barsa e o modernoso CTRL C + CTRL V, embora hoje existam escolas que pedem trabalhos manuscritos acreditando que, ao menos assim, os alunos lerão o que estarão escrevendo.

Para todo e qualquer problema prático, teórico e profissional a resposta deve ser abrir os livros, buscar sites confiáveis, recorrer, enfim, à literatura e reler a problemática à luz desta teoria. Opa, a reflexão e a contribuição pessoal sobre o conhecimento socialmente construído permite que, numa outra desgastada porém efetiva analogia, subamos nos ombros de gigantes.

A Educação deve promover a reflexão para que assim os alunos não realizem plágios, mas queiram enxergar horizontes mais longevos. Que belíssimo!

Agora, para aqueles alunos que, apesar disto, ainda insistam em continuar encarando a Educação como uma prestação de serviço e sentindo-se no direito de comprar suas monografias ou consultar o oráculo sem citar fonte, há uma solução para facilitar a vida do professor!

Colega, você não precisa mais recorrer ao mesmo oráculo e digitar cada frase que considerar suspeita no trabalho de seus alunos. Existe um programa que faz isto automaticamente e tem me ajudado tanto que merece uma propaganda gratuita.

O Farejador de Plágios é um software desenvolvido pelo Engenheiro da Computação Maximiliano Zambonatto Pezzin que procura na internet todas as frases presentes em um arquivo de Word e dá uma boa indicação de onde estão as citações/plágios. A versão shareware pode ser baixada gratuitamente e já quebra um bom galho.

A tempo, a frase que dá título a esta postagem é do saudoso (!) Aberlado Barbosa, o Chacrinha, que, prafraseando Lavoisier, referia-se à televisão. Pena que ele não conheceu a internet.

quinta-feira, maio 04, 2006

a maldição do Bragolin



Tira do Bennet.

quarta-feira, maio 03, 2006

meandros


terça-feira, maio 02, 2006

carrossel + chiquititas + malhação = rebelde



Como cantavam antigamente Leno e Lílian:

"Eu sou rebelde
porque o mundo quis assim"

segunda-feira, maio 01, 2006

a grande alma



"Os sete pecados capitais responsáveis pelas injustiças sociais são:
riqueza sem trabalho;
prazeres sem escrúpulos;
conhecimento sem sabedoria;
comércio sem moral;
política sem idealismo;
religião sem sacrifício e
ciência sem humanismo."

Mahatma Gandhi

meandros