meandros

quinta-feira, agosto 03, 2006

melhorias

Este desenho também veio do fundo da gaveta e tem pelo menos uns 5 anos. Duas conclusões:

  • Cinco anos depois eu consigo desenhar um pouco melhor (ainda bem que melhorei).
  • Acho que estava meio mal nesta época (ainda bem que melhorei).


O que está escrito na parede? O seguinte poema seguinte do Mário Quintana, que tenho de cor desde esta época:


Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...

Hoje, dos meus cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela amarelada...
Como único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca,
Não haverão de arrancar a luz sagrada!

Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!


3 Comments:

  • Uau! Belíssimos desenho e poesia. Simplesmente expressaram algo que aqui expressa um jogo muito presente de brilhar, rebrilhar, e apagar

    By Anonymous catatau, at 6:56 PM  

  • Para não perder o trocadilho, melhor que um jogo de brilhar é um jogo de bilhar.

    By Blogger Leandro, at 10:12 PM  

  • é, em cinco anos a gente muda muito.
    pior se não muda!! o.O'


    beijocas.

    By Anonymous Joice, at 9:39 AM  

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